Inibição fotodinâmica em fungos de importância médica

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Betânia Soares - Imagem 2

Placa de Petri com controle de crescimento de Candida ssp (fungo sem tratamento)

Autor(es): Betânia Maria Soares

Resumo: A professora pós-doutora em Engenharia Mecânica, Betânia Maria Soares do Departamento de Microbiologia, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UMFG, trabalha atualmente com antifúngicos, micoses, fungos, bactéria, teste de susceptibilidade, drogas antimicrobianas e Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT). A pesquisa desenvolvida em seu pós-doutorado em Engenharia em aplicada à Microbiologia se chama “Tratamento de micoses causadas pelos fungos Candida spp através do processo de inibição fotodinâmica”.

Saiba mais:

O fungo Candida é normalmente encontrado no corpo humano, principalmente nas mucosas. Pode estar presente na pele, na boca, na vagina ou nas fezes. Apesar de fazer parte do conjunto de microrganismos que compõem a fauna do corpo humano, a Candida pode se aproveitar de momentos de debilidade ou imunodeficiência do hospedeiro para se multiplicar e se disseminar além dos níveis normais, provocando uma micose chamada de candidíase ou candidose.

A doença se manifesta por corrimentos espessos nas mulheres e manchas vermelhas nos órgãos sexuais dos homens. Existe também a candidíase oral (conhecida popularmente como sapinho), que pode evoluir se não tratada e atingir outros órgãos e partes do corpo como os pulmões e o esôfago.

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Em seu projeto de pós-doutorado em Engenharia Mecânica aplicada à Biologia, Betânia Soares estuda a inibição do fungo pela aplicação de um corante ou substância fotossensibilizadora (que torna um material sensível à luz) chamada Azul de Toluidina, e pela exposição desse material à luz LED (luz proveniente de um diodo) ou à luz de laser.

A inibição fotodinâmica é uma técnica alternativa de tratamento de micoses (lesões causadas por fungos). Durante esse processo, a substância fotossensibilizadora é ativada pela exposição à luz e libera substâncias capazes de reagir com componentes celulares causando danos irreversíveis e a morte celular do fungo. A pesquisa é realizada por meio de fungos criados in vitro, ou seja, é um processo biológico que ocorre fora de algum sistema vivo, em ambientes controlados e fechados, como laboratórios. In vitro é uma expressão latina que quer dizer “em vidro”, porque remete às experiências laboratoriais que normalmente ocorrem dentro de vidrinhos.

A pesquisa revelou que a combinação da luz de LED ou do laser com o corante apresenta eficácia no combate à Candida, mostrando-se como um poderoso fungicida (impede o crescimento dos fungos, matando-os). Tal trabalho também é realizado pela doutora Ludmila de Matos Baltazar, que faz parte da mesma equipe de Betânia, mas com foco no combate a outro fungo: o Trichophyton rubrum.

Links com informações correlatas:

Blog Corre Cotia – Candidíase.

Disponível em: http://correcotia.com/mulheres/candidiase.htm

Site Boa Saúde UOL – Candidíase.

Disponível em: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3904&ReturnCatID=1784

Site Diário da Saúde – Terapia fotodinâmica usa luz para matar bactérias nos dentes.

Disponível em:  http://www.diariodasaude.com.br/print.php?article=terapia-fotodinamica-usa-luz-matar-bacterias-dentes

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Pílula do Conhecimento - Betânia Soares

Vídeo com a pesquisadora Betânia Maria Soares sobre o Projeto 'Inibição fotonâmica em fungos de importância médica'.

- Ficha técnica

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