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UFMG está, há mais de uma década, entre as melhores universidades do país

A UFMG recebeu nota máxima (5) no Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Os resultados apontam a UFMG como a primeira instituição de ensino superior em Minas Gerais e a terceira mais bem avaliada do Brasil, mantendo o mesmo desempenho alcançado em todas as avaliações anuais realizadas desde 2007, quando o índice começou a ser calculado. Os dados foram divulgados na última terça-feira, 18.

Lideram o levantamento, também com nota 5, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O resultado do Inep é similar ao do ranking mundial Times Higher Education (THE) 2019, divulgado em setembro deste ano. Na classificação geral, que avaliou mais de 1.250 universidades, a UFMG está posicionada na faixa 601-800, com outras três federais e uma confessional brasileira – UFRJ, UFRGS, Unifesp e PUC-Rio.

Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o resultado do Inep revela um dado importante sobre a UFMG. “Estamos, há mais de 10 anos, entre as melhores instituições de ensino superior do país. A regularidade é extremamente relevante, pois atesta a perenidade da qualidade de nossos cursos, confirmando nossa solidez acadêmica”, explica.

Os resultados divulgados pelo Inep nesta semana referem-se ao Conceito Preliminar de Curso de 10.210 cursos e ao IGC de 2.066 instituições de ensino superior do país. No cálculo do IGC, entraram as notas obtidas pelos cursos de graduação cujos alunos participaram da edição 2017 do Enade. Do total de instituições avaliadas no país, a nota 5 foi atribuída a 13 instituições públicas federais, das quais 11 são universidades.

“Para nossa satisfação, temos alcançado bom desempenho em todas as áreas do conhecimento, o que demonstra a amplitude da qualidade da educação que a UFMG oferece, tanto na graduação quanto na pós-graduação”, ressalta Sandra Almeida, ao se referir à natureza da avaliação – cursos de diferentes áreas são avaliadas por meio do Exame Nacional de Desempenho de Estudante (Enade), um dos componentes do CPC.

Evolução dos padrões

 Dos 45 cursos da UFMG avaliados nessa edição do Exame, 91,1% obtiveram conceito 4, em uma escala que vai até 5. “São valores que atestam a alta qualidade dos cursos da UFMG, tanto da graduação quanto da pós-graduação”, afirma a diretora de Avaliação Institucional, professora Viviane Birchal.

Segundo ela, a avaliação externa é importante elemento para o aprimoramento contínuo dos cursos. Para tanto, a Comissão Própria de Avaliação (CPA) vai promover reflexões junto aos colegiados e núcleos docentes estruturantes (NDEs) dos cursos, tendo como subsídio os resultados do Inep.

A pró-reitora de Graduação, Benigna Oliveira, para quem a avaliação confirma a excelência dos cursos da UFMG, destaca a importância do trabalho dos colegiados e NDEs, que agora devem analisar e interpretar esses indicadores, para além das notas e conceitos alcançados, de forma que os resultados contribuam para o aprimoramento dos cursos.

Cálculos

O cálculo do IGC considera a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do último triênio, a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu, com base em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

Para que um curso tenha o CPC calculado, é preciso que ele possua no mínimo dois estudantes concluintes participantes no Enade. Os insumos usados nos cálculos são desempenho dos estudantes no Enade, valor agregado pelo curso ao desenvolvimento dos estudantes concluintes (IDD), perfil do corpo docente (regime de trabalho e titulação), percepção discente sobre as condições do processo formativo.

Já o cálculo anual do IGC considera média dos CPC do último triênio, relativos aos cursos avaliados da instituição; média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu atribuídos pela Capes na última avaliação trienal disponível; distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

A maioria dos cursos da UFMG avaliados pelo Enade em 2014 e 2017 melhorou seus índices no ano passado, considerando-se o Conceito Enade, que é resultado do desempenho dos alunos de graduação na prova de questões de formação geral e de componentes específicos. Leia mais em matéria publicada no Portal UFMG.

(Cedecom/UFMG)