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Seminário de abertura Pró/PET-Saúde III

O Pró-Saúde/PET-Saúde III da UFMG promoveu no sábado, 22 de setembro, seu seminário de abertura. No auditório do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD1), 210 participantes do programa, dentre bolsistas, voluntários, preceptores, e tutores, além de convidados da Universidade, se reuniram com o intuito de apresentar os objetivos e metas já alcançadas nas fases anteriores, recepcionar os novos integrantes, e definir questões práticas, como a formação dos grupos tutoriais.

Após a abertura do seminário, a representante da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Maria Auxiliadora Córdoba, realizou a conferência “O Programa Pró/PET-Saúde no contexto da formação”. A necessidade de o profissional enxergar o contexto coletivo da saúde e não se fechar em ações individuais de apenas uma área foi ressaltada por Maria Auxiliadora. Segundo ela, para desfragmentar a produção em saúde, é preciso valorizar essa forma disciplinária e disciplinada de organizar o conhecimento. O Pró/PET-Saúde sai do padrão de ensino e busca estratégias dialógicas para lidar com as questões da saúde. “Não estamos anulando a orientação, só estamos reorientando”, complementou.

O coordenador do Programa na UFMG, professor João Henrique Lara Amaral, foi o segundo conferencista do dia. Ao apresentar o Pró-Saúde e PET-Saúde, o professor salientou que a comunidade está sempre presente nos trabalhos a serem realizados, pois os programas chamam a atenção para a participação do cenário de práticas reais. “Vendo a incoerência entre o que é passado na aula e o que é feito na prática é que o aluno pode vir a ser um agente transformador”, apontou, reforçando a fala de Maria Auxiliadora.

Durante a apresentação das linhas temáticas, os tutores responsáveis pela Rede Cegonha, Rede de Urgência e Emergência/SOS Emergência, Saúde e Ambiente, Programa de Saúde na Escola, e Promoção da Saúde relataram suas experiências com o Programa, e suas expectativas para as novas linhas.

Finalizando a participação no auditório, a representante do Centro de Educação em Saúde, Maria Zélia Lages, da Secretaria Municipal de Saúde de Belo horizonte (SMSA-BH), destacou o Sistema Único de Saúde (SUS) no processo de ensino pelo trabalho. A partir da articulação com as redes de atenção a saúde, é possível garantir que os estudantes conheçam as carências reais da saúde, e a necessidade de integração de suas diversas áreas. Para Maria Zélia, “o grande beneficiado por essa integração com o SUS é o cidadão, que ganha um profissional mais preparado”.

Na parte da tarde, os bolsistas e voluntários puderam conhecer melhor seus novos grupos tutoriais e seus parceiros de trabalho. Confirmando a importância da complementação das formações profissionais, a aluna de Fisioterapia, Jéssica Chelidonopoulos, avaliou a chance de ser bolsista d o Pró/PET-Saúde durante sua apresentação pessoal para os colegas. “Nós saímos muito crus se ficarmos só com a faculdade. O projeto é bem interessante para ajudar esse lado da prática”. Para Stefany Alcântara Vargas, voluntária de Odontologia, “trabalhar no Programa Saúde da Família (PSF) é diferenciado. No posto temos a chance de trabalhar muito com a promoção da saúde, enquanto na faculdade focamos mais no tratamento”, concluiu.

Fonte: Portal Pró-Saúde/Pet-Saúde Belo Horizonte