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Prograd apresenta a recém-chegados iniciativas de valorização da docência

Prograd apresenta a recém-chegados iniciativas de valorização da docência

Em encontro nesta quinta, 5, no campus Pampulha, com participação de cerca de 150 professores que iniciaram carreira na UFMG há até três anos, a Pró-reitoria de Graduação (Prograd) apresentou sua estrutura e iniciativas que visam apoiar e valorizar a atividade docente na Universidade. Dirigentes e técnicos traçaram um panorama das ações, que incluem as normas de graduação recém-implantadas, que estimulam a flexibilidade curricular, programas de bolsas, de mobilidade e de apoio a laboratórios de ensino, entre outras.

A reitora Sandra Regina Goulart Almeida destacou a importância do investimento no ensino, uma das dimensões que definem a Universidade, e conclamou os professores a estar atentos aos editais internos que destinam recursos de apoio. Ela lembrou que as agências de fomento têm reduzido as fontes de financiamento e afirmou que,  apesar do cenário de dificuldades, a UFMG tem-se esforçado para manter intocadas as atividades-fim. “Tivemos um ano extremamente difícil, em 2019, com restrições orçamentárias severas, e este ano tampouco será confortável, uma vez que contamos com orçamento 3% menor, o que corresponde a quase 8 milhões de reais”, disse a reitora. “Mas trabalhamos para preservar ensino, pesquisa e extensão.”

Sandra Almeida informou que prosseguem as gestões de dirigentes das universidades públicas com deputados e senadores, visando assegurar mais liberdade de utilização dos recursos captados pelas instituições e garantir o investimento público. Ela também pediu aos professores que ajudem a combater a circulação de notícias falsas sobre as universidades e ressaltou que a UFMG tem-se mantido com ótimo desempenho em rankings diversos de avaliação das instituições de ensino e pesquisa. “Estamos confiantes em que o cenário atual será revertido e firmes na convicção de que não se constrói o país que queremos sem investimento sustentável em educação, ciência e tecnologia”, salientou.

Mais que retenção

A UFMG é extremamente bem-sucedida no que que se refere à taxa de conclusão de cursos (74%, bem acima da média brasileira e superior a de diversos países), mas almeja mais, destacou a pró-reitora de Graduação, Benigna Oliveira. “Queremos que esse sucesso seja ainda mais bem distribuído entre todas as áreas e ainda cuidar da saúde mental de nossos alunos e formar cidadãos comprometidos com a sociedade”, disse Benigna. Ela também defendeu que o aperfeiçoamento contínuo dos professores atende um universo discente que cresceu 62% desde o ano 2000 e se diversificou muito com a implantação das políticas de ação afirmativa.

As normas de graduação implantadas em 2019, que substituem o que estava estabelecido há 28 anos, compõem um arcabouço marcado pela flexibilização curricular, destinado, segundo a pró-reitora, a formar profissionais de perfis diferentes. Como exemplo dessa política, Benigna mencionou as nove formações transversais que, do ponto de vista dos docentes, são uma oportunidade de trabalhar em rede com colegas de áreas as mais distintas. Ela falou ainda sobre o alinhamento das bolsas para estudantes com ações afirmativas e seu impacto sobre a atuação dos professores, sobre as primeiras discussões a respeito de projeto de ensino e sobre a importância de dados gerados pela Prograd para desfazer mitos e apontar caminhos. “Sugerimos que todos leiam os relatórios produzidos por nosso setor de estatísticas”, disse Benigna.

A pró-reitora ainda exaltou a possibilidade de debater o ensino de graduação com os docentes. “Devemos refletir sobre onde estamos atuando, quem são nossos estudantes e nosso projeto para sua formação. Nós, da administração central, desejamos conhecer a ressonância das políticas e ouvir os professores sobre novas iniciativas”, completou Benigna Oliveira.

Rede de desenvolvimento

Na apresentação de Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ é o nome fantasia), a diretora, Maria Flores explicou rapidamente as principais ações, como o percurso formativo para docentes e pós-graduandos, a revista Docência do Ensino Superior e o congresso bianual sobre inovações e métodos, que passa, em 2020, a ser promovido por diversas instituições (a edição deste ano será em Lavras de 28 a 30 de abril).

“Convidamos todos vocês a integrar a rede de desenvolvimento e formação para o ensino superior. Mais que na vocação, nossa atuação deve ser baseada no aprimoramento e no compartilhamento de práticas como planejamento, avaliação de aprendizagem e aplicação de tecnologias”, disse Maria Flores.

Além do conteúdo

A professora Camila Lopes, que ingressou no Colégio Técnico há pouco menos de três anos e coordena o curso noturno de Biotecnologia, disse que o encontro possibilitava conhecer as mais novas abordagens para uma formação que extrapola o conteúdo das disciplinas. “O contato mais estreito com o GIZ é de grande valia para nós. Meu interesse está sobretudo em como aplicar as técnicas pedagógicas na educação básica”, afirmou.

Carlos Velasquez, do Departamento de Engenharia Nuclear, procura alternativas para maior aproximação dos alunos. “Quero melhorar minhas aulas, torná-las mais interessantes e dinâmicas”, disse o professor, que é peruano e ingressou na UFMG há um ano e meio. Ele contou que vem lançando mão de aplicativos de celular para aulas para aproveitar a intensa utilização dos dispositivos móveis pelos estudantes.

(Cedecom/UFMG)

Foto: Foca Lisboa/UFMG