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Alunos de graduação têm experiência prática no interior

Os alunos de Medicina Veterinária realizaram, de 14 a 18 de junho, em Itanhandu/MG, o projeto APIC (Aula Prática Integrada de Campo). “Essa atividade mescla ensino e extensão, foi criada na década de oitenta do século passado e transformada, mais recentemente, em disciplina optativa” diz Marcelo Resende, Coordenador do Colegiado de Coordenação Didática do Curso de Medicina Veterinária.

Segundo o coordenador, essa xxxx atividade é oferecida aos alunos de 7o e 9o períodos do curso, como disciplina optativa, e os estudantes inscritos são distribuídos em cinco grupos que acompanham um professor de uma área específica da Medicina Veterinária em cada dia da semana (de segunda a sexta).

Antes da realização da APIC, o Centro de Extensão da Escola de Veterinária da UFMG faz contato com o município sede e reuniões com a representação do setor agropecuário da região (EMATER, IMA, Secretaria Municipal de Agricultura, entre outros) para definir a parte logística da atividade (alojamento, alimentação, transporte e outros).

Na semana da APIC, os professores e os estudantes visitam locais como fazendas, fábricas de ração, indústrias de laticínios, comunidades rurais, sendo que entre as principais áreas abrangidas estão a bovinocultura de leite e de corte, nutrição animal, forragicultura, clínica de ruminantes, sanidade animal, cirurgia de grandes animais, inspeção de leite e derivados, saneamento, reprodução animal, extensão rural, epidemiologia, suinocultura, avicultura e aqüicultura.

“ As áreas trabalhadas na APIC variam e são estabelecidas de acordo com o período dos estudantes e a vocação agropecuária da região visitada. O grupo permanece o dia inteiro no local da visita acompanhando todo o sistema de produção, realizando discussões com os proprietários, veterinários e outros profissionais da área agrícola e, posteriormente, elabora um relatório documentando as atividades exercidas e propõe sugestões para o sistema visitado, caso seja necessário”, explica.

A atividade ajuda na formação do aluno, pois os estudantes associam as informações adquiridas ao longo do curso em diversas atividades e disciplinas e, sendo assim, integra áreas diferentes de formação. Além disso, eles acompanham a atuação do professor, que serve como modelo de um profissional que tenta entender o sistema produtivo e propor melhorias para o mesmo. "Assim, acreditamos que as APIC são importantes para a construção do conhecimento de forma multidisciplinar, o que torna o futuro profissional mais bem preparado para o mercado de trabalho”, finaliza o coordenador.

Reprodução da Matéria veiculada no Jornal