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Alunos de Engenharia de Controle e Automação criam banda de robôs

Os estudantes do 1o Período do curso de Engenharia de Controle e Automação tiveram um desafio já no início do curso: criar uma banda de robôs. A atividade foi realizada na disciplina “Introdução à Engenharia de Controle e Automação”.

Essa atividade "introduz os grandes temas da área aos alunos, oferece uma perspectiva histórica da engenharia, em particular da Engenharia de Controle e Automação, e propõe um trabalho motivador e desafiador aos alunos, para que façam uma primeira experiência de ter que "resolver um problema", seja numa pesquisa teórica, como alguns fizeram, seja em um problema prático em laboratório, como a banda de robôs. Há uma intencionalidade pedagógica nesta ação formadora na disciplina e no curso", explica Carmela Polito Braga, uma das professoras da disciplina, que também é ministrada pela professora Patrícia Pena.

Os cinco grupos que participaram do projeto foram coordenados por um gerente, cada, e organizados por uma coordenadora, também aluna do 1o Período. Os estudantes contaram também com a ajuda de monitores, alunos de períodos mais avançados do curso.

A banda foi composta por robôs que tocam violão, teclado e bateria, que teriam que tocar em sintonia. No entanto, além do trabalho de montagem de robôs, os estudantes tiveram que planejar todo o trabalho, criando, por exemplo, cronograma de execução de ações e definindo funções para cada participante dos grupos. Ou seja, o projeto funcionou como uma empresa.

"Quando falaram para a gente dos projetos (havia a parte dos projetos e da pesquisa), fiquei interessada em ir para a parte do projeto, pois é onde você vai montar o robô, colocar a mão na massa” conta a aluna Olívia Alves, 18 anos, gerente de um dos grupos, responsável por um dos robôs, que toca violão. “Os monitores tentam, neste momento, já mostrar para a gente, também, o lado de empresa que o projeto tem: a hierarquia da empresa, os documentos necessários para desenvolver o projeto. Eu, como gerente, precisei fazer o planejamento de tempo, de custos, entre outros”. A vontade inicial era montar o robô, mas a experiência também ajudou a entender como ir além e perceber como funciona uma empresa.

"Os professores precisavam de alguém que soubesse mexer nos kits de Lego, a partir dos quais os robôs são feitos. Como eu já tinha um kit desde pequeno, já sabia mexer ,e eles me convidaram para participar do projeto", conta Matheus Jung, 20 anos, do 6o período. Nos semestres anteriores, o monitor ajudou a desenvolver outros projetos como a produção de semeador e restaurantes automáticos. Porém desta vez, ao contrário do que aconteceu nos trabalhos anteriores, onde davam tudo "mastigado" para os estudantes, mudaram a metodologia de trabalho. Deram as aulas sobre como funcionavam os kits e depois, ao invés de monitores, passaram a agir como clientes. Colocaram o desafio e os estudantes desenvolveram o projeto como se estivessem numa empresa.

"Nos portamos como clientes, conversamos com a coordenadora e falamos que queríamos uma banda de robôs. Ela reuniu com os colegas e foram definindo como seria feito. Explicamos como era a montagem e programação dos rôbos, mas depois, de monitores, passamos a clientes. Claro que, nas dificuldades, a gente ajudava, mas os alunos puderam conhecer padrões de planejamento, apresentar documentos sobre o projeto, traçar um cronograma do que iam desenvolver, quem era responsável pelo que, entre outros", explica.