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UFMG mais próxima da sociedade: Universidade regulamenta inclusão da extensão nos currículos da graduação

Publicado em: 30-10-2019

Resolução regulamentou a integralização mínima de 10% da carga horária dos cursos de graduação por meio da Formação em Extensão Universitária

Com o objetivo de reconhecer e fomentar experiências de extensão nas mais diversas áreas, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMG aprovou, no dia 10 de outubro de 2019, novas diretrizes para a integralização das atividades de extensão à estrutura curricular dos 91 cursos de graduação da Universidade. Entre as principais alterações estabelecidas pela Resolução 10/2019, está a determinação de que “a estrutura curricular de cada curso de graduação deverá prever a integralização do percentual mínimo de 10% (dez por cento) da sua carga horária total por meio da Formação em Extensão Universitária”.

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Alunos beneficiados pelo projeto de Extensão Face Educa: extensão da UFMG atuante na democratização do acesso ao ensino superior. Foto: Divulgação

A regulamentação colocou a Universidade em uma fase de ajustes e reformas nas propostas de ensino, que mobiliza atores internos e, especialmente, órgãos e unidades acadêmicas incumbidos do planejamento e execução das normas de graduação e extensão. Os Colegiados dos cursos de graduação – prevê a resolução - têm até setembro de 2021 para reformular ou revisar os respectivos projetos pedagógicos a fim de atender ao percentual mínimo exigido para ações de extensão, por meio de programas, projetos, prestação de serviços, cursos e eventos.

A resolução prevê, porém, que essa exigência não poderá ser cumprida exclusivamente por meio de atividades nas modalidades curso e evento. Considerando os desafios que os cursos enfrentarão nesse processo, uma comissão formada por representantes das Pró-reitorias de Extensão e de Graduação será instituída para orientar e apoiar os colegiados na formulação e submissão dos respectivos projetos pedagógicos. 

Ensino e extensão em sintonia

A decisão do Cepe será de grande importância para o cumprimento da Resolução do Conselho Nacional de Educação (Resolução CNE 07/18), que estabeleceu as diretrizes para a extensão na educação superior brasileira. Ela determinou os 10% da carga horária curricular dos cursos de graduação em atividades de extensão.

No entanto, as discussões em torno do reconhecimento da creditação curricular da extensão não são recentes na UFMG. Segundo a pró-reitora de Graduação, Benigna Maria de Oliveira, a norma foi precedida de amplos debates que se estenderam por várias gestões da universidade e de estudos feitos por grupo de trabalho formado por docentes e técnico-administrativos das pró-reitorias de Graduação e de Extensão. “Levamos em consideração as diretrizes curriculares nacionais, a diversidade das áreas e cursos da UFMG e o mapeamento desenvolvido pela Pró-reitoria de Extensão, o qual concluiu que mais de 80% dos cursos da UFMG já preveem creditação de atividades de extensão, ao passo que outros desenvolvem ações isoladas que não são creditadas por seus colegiados”, explica.      

Atualmente, a participação de discentes da UFMG em ações de extensão é creditada junto aos respectivos colegiados. Entretanto, com a obrigatoriedade de uma previsão mínima dessas atividades nos currículos da graduação, essa creditação tende a incorporar-se, definitivamente, à cultura da instituição e à estrutura normativa. “A mudança chega para dar ainda mais robustez à cultura extensionista da Universidade, que está entre as mais abrangentes e diversificadas das universidades públicas brasileiras”, afirma a pró-reitora de Extensão da UFMG, Claudia Mayorga. Ela destaca que a resolução “está de acordo com as metas da Política de Extensão da Universidade e fortalece uma dimensão acadêmica e cidadã indispensável à formação de discentes e à articulação integrada e indissociada com o ensino e a pesquisa”.

A pró-reitora Benigna também ressalta que as discussões ganharam força com a vigência, a partir do 1º semestre de 2019, das novas Normas Gerais de Graduação da UFMG. Essas regras, segundo ela, regulamentaram e forneceram diretrizes para questões relacionadas ao regime didático-científico dos cursos de graduação, contribuindo, assim, para o processo de flexibilização. “Isso reflete a preocupação permanente da UFMG não apenas com uma formação técnica, mas também ética e cidadã dos nossos estudantes”, conclui.

Extensão mais robusta

Em 2018, a extensão da UFMG realizou aproximadamente 3 milhões de atendimentos. São 3.444 ações ativas – 68% delas em parceria com outros setores da sociedade –, que mobilizam sete mil estudantes e 2.424 docentes em ampla rede de iniciativas espalhadas pelas unidades e campi da Universidade, sob a gestão da Pró-reitoria de Extensão (Proex) em parceria com os Centros de Extensão das unidades (Cenex).

A pró-reitora Claudia Mayorga considera que a mudança vai permitir uma inserção ainda maior dessas ações junto à sociedade. “A tendência é a fortalecimento da atuação da UFMG junto à população, comunidades, movimentos sociais, do diálogo com as políticas públicas, instituições sociais e organizações diversas, discutindo e propondo com a sociedade, soluções para os principais problemas vivenciados em nosso país”, diz.

Além disso, a Resolução 10/2019 da UFMG atende à meta para a educação superior brasileira indicada no Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024) e à recomendação do Fórum de Pró-reitores de Extensão das Instituições de Educação Superior Públicas Brasileiras (Forproex).

A resolução, em vigor, pode ser consultada em www2.ufmg.br/sods/Sods

Confira também reportagem sobre esse assunto publicada na edição 2.078 do Boletim UFMG.

Assessoria de Comunicação da Pró-reitoria de Extensão da UFMG

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