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Programa Participa UFMG lança projeto de enfrentamento à Covid-19 na região do desastre de Mariana

Publicado em: 31-03-2021

Docentes e estudantes desenvolverão 11 ações de extensão nos municípios atingidos

Região atingida após o rompimento da barragem de Fundão, ocorrido há mais de cinco anos no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana ( Agência Senado)

Região atingida após o rompimento da barragem de Fundão, ocorrido há mais de cinco anos no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana ( Agência Senado)

A situação dos grupos sociais historicamente vulnerabilizados se agravou na pandemia, como a das populações atingidas pelo rompimento de barragens. Diante de um contexto de emergência, que associa os impactos desses desastres com os da pandemia, o programa Participa UFMG lançou o projeto Programa Participa UFMG – Mariana / Rio Doce: Enfrentamento à pandemia da Covid-19.

A iniciativa agrega 11 ações de enfrentamento à pandemia, que serão desenvolvidas por grupos do programa nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco-Vale e BHP Billiton, ocorrido em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, em novembro de 2015.

As atividades serão desenvolvidas por docentes e estudantes da Universidade das áreas de Belas Artes, Educação, Enfermagem, Engenharia, História, Medicina e Psicologia. As ações estão reunidas em três eixos principais – Saúde, Educação e Trabalho – e têm como foco o diálogo com a população atingida e o fortalecimento das políticas públicas.

O projeto é resultado de uma cooperação da pró-reitoria de Extensão da UFMG, Comitê de Universidades, Ministério Público do Trabalho e Vara do Trabalho de Ouro Preto, com objetivo de apoiar as ações de extensão para enfrentamento à pandemia nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão.

Conheça as atividades que serão executadas:

-Desenvolvimento de ecossistemas de produção cooperativos a partir da agroecologia e de circuitos curtos de comercialização em contexto de pandemia.

- COVID-19: vigilância sindical e popular de populações de territórios do Vale do Rio Doce, atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão/Samarco-Vale e BHP BILLITON.

- Memória social dos conflitos socioambientais no Vale do Rio Doce – as experiências de trabalho e dos trabalhadores na mineração em tempos de pandemia.

- Mapeamento e visibilização de práticas didáticas e desafios de professores na bacia do Rio Doce afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco.

- Trabalho e Educação do Campo no enfrentamento da "Pós Pandemia": formação de rede de cooperação produtiva a partir das Efas: Escolas Famílias Agrícolas da calha do Rio Doce.

- Educação em tempos de pandemia: desafios para professores,  escolas e redes de ensino na região da Bacia do Rio Doce em MG.

- Projeto Telepan Rio Doce UFMG.

- Mitigar os efeitos, a médio e longo prazo, da infecção por SARS-CoV-2.

- Telessaúde no enfrentamento da COVID-19

- Análise Espacial de Surto de COVID-19 nos municípios diretamente afetados pelo Rompimento da Barragem de Fundão (Estado de Minas Gerais), considerando os aspectos de Saúde e Sociais.

-  Sistematização em vídeos e livros do processo de implementação e dos resultados alcançados pelas 10 ações.

Sobre o Programa Participa

Para colaborar com o enfrentamento ao desastre de Mariana, a Pró-reitoria de Extensão criou, em 2015, o programa Participa UFMG - Mariana e Rio Doce. A inciativa reúne desde então grupos de professores e estudantes que atuam com extensão e pesquisa nas diversas áreas do conhecimento para colaborarem com as políticas de recuperação que vêm sendo implementadas nos territórios atingidos, em diálogo com as populações locais.

A partir de 2019, o programa estendeu sua atuação a Brumadinho, cujo território foi atingido em janeiro daquele ano pelo rompimento da barragem I da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale S.A.. Juntos, os dois episódios figuram entre os maiores desastres de barragens de rejeitos de mineração do mundo em termos de extensão, danos socioambientais e mortes imediatas.

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