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Pandemia contribui para o aumento da violência contra a mulher e a redução da produtividade de pesquisadoras

Publicado em: 12-05-2020

corona

O aumento da violência contra a mulher e a queda de produção de pesquisadoras são efeitos apontados por especialistas 

A Covid-19 exigiu que todos aderissem ao isolamento social a fim de frear o avanço da doença infecciosa. Mas, o que se tem percebido, é que passar mais tempo dentro de casa tem afetado a vida de algumas mulheres. O alerta sobre o crescimento da violência doméstica foi feito ainda no mês de março, pelo secretário-geral da ONU, António Guterres. Já no Brasil, as denúncias de agressões e abusos aumentaram em 17% em alguns estados, de acordo com a secretaria Nacional de Políticas para Mulheres.  

Os índices de violência contra a mulher sempre foram preocupantes. Porém, em tempos de pandemia, eles têm aumentado em função da convivência prolongada com os parceiros abusivos.

Em entrevista à Rádio UFMG Educativa, a professora Marlise Matos argumentou que as denúncias e intervenções, de pessoas que notam a violência, são o caminho para atenuar o problema. “Eu bater nessa porta, chamar no interfone, me deslocar alguns metros, e alertar que alguém está ouvindo [aquela violência] pode significar a sobrevivência de uma mulher", explicou a professora, que é coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (Nepem).  

Vida acadêmica

Passar mais tempo com a família também tem alterado a vida de pesquisadoras ao redor do mundo. Cuidar dos filhos em tempo integral, sem ter ajuda de terceiros, demanda muito tempo e atenção. A queda da produtividade das pesquisadoras foi tema da entrevista com Fernanda Stanisçuaski - mãe, professora e pesquisadora do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Fernanda idealizou o projeto Parent in Science, responsável pela pesquisa que indicou que apenas 13% das estudantes de pós-graduação que têm filhos estão conseguindo trabalhar neste período de quarentena. 

Além da pesquisa, o projeto ainda implementa o Maternidade no Lattes, que reivindica a inclusão do período da licença-maternidade no currículo Lattes. Saiba mais sobre o Parent in Science aqui.  

(Com Portal UFMG)

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