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Marcha Virtual pela Ciência reafirma papel da extensão universitária em tempos de pandemia

Publicado em: 7-05-2020

A UFMG organizou atividades que estão integradas à programação regional da Marcha Virtual pela Ciência 2020, promovida em todo o país pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Na mesa de abertura nesta quinta-feria, 7 de maio, especialistas da UFMG e do Cefet-MG destacaram a importância da extensão na atual crise e defenderam mais apoio e reconhecimento a essa dimensão acadêmica.

A diretora de Divulgação Científica da UFMG, Débora D´Ávila Reis, que mediou o debate, abriu as discussões abordando a importância histórica da ciência no enfrentamento de doenças. Por outro lado, ela “apontou que a ciência não é o único agente de combate, pois as políticas públicas e, sobretudo, o posicionamento da população, também são fatores decisivos”.

Desde que a Covid-19 começou a ganhar proporções mundiais, a comunidade científica tem trabalhado em pesquisas e na divulgação de medidas de prevenção – baseadas em conhecimentos técnicos. Porém, o que se percebe é que inúmeras fake news têm colocado em prova a gravidade dessa doença e, infelizmente, têm conquistado a confiança de muitas pessoas.

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Professor Leonardo Gabriel, do Cefet/MG, destacou a importancia de mais investimentos em ciência

Diante desse ponto, os convidados da mesa debateram sobre o papel da universidade em produzir mensagens informativas e estreitar a relação entre a universidade – ou ciência - e a sociedade, de modo a evitar o espalhamento de pseudociências. O professor da UFMG e idealizador da Força Tarefa #Amerek, Yurij Castelfranchi, defendeu que a produção de informação existe, mas que, às vezes, ela não chega às pessoas que deveriam alcançar.

“A grande questão é fazer com que as pessoas confiem na universidade e na informação produzida por seus cientistas. Para isso, é necessário construir uma relação forte e visível com os grupos sociais que menos acesso a toda a ciência feita na universidade, e essa construção se dá, sobretudo, por meio da extensão”, argumentou Castelfranchi.

Outro integrante da mesa foi o professor de Física do Cefet-MG, Leonardo Gabriel. Ao falar do tripé ensino, pesquisa e extensão, ele reiterou que, além de produzir conhecimento, também é preciso divulgá-lo. “Não adianta a ciência ficar em sua bolha, dentro das universidades. É necessário investimento, para que a ciência se transforme em projetos e que esses projetos dialoguem com as pessoas”, afirma Leonardo Gabriel.

Divulgação científica contra fake news nas escolas

A terceira integrante da mesa foi a professora Valéria Raimundo, do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Ao trazer à tona as fake news, falou sobre a importância de uma educação para o consumo de mídia, que pode ser efetivada através de projetos de extensão, em escolas da educação básica. “Acredito que o papel da universidade, no combate às informações falsas, é implantar uma formação para leitura crítica de mídias nas escolas públicas”, disse a professora.

Ela também destacou que, dessa forma, a universidade – por meio da divulgação científica – “nutriria os alunos com as informações necessárias para que eles mesmos fizessem a distinção entre o que é verdadeiro e o que não é”.

A mesa foi apenas a primeira das atividades da programação da Marcha Virtual pela Ciência. Ao longo do dia acontecem outras mesas de debate on-line, depoimentos e participação de defensores da ciência de todo o Brasil. Manifestações digitais em frente ao Congresso Nacional (DF) e tuitaços são outras atividades previstas. As hahgtags #MarchaVirtualPelaCiencia #paCtopelavida#FiqueEmCasacomaCiência figuram entre os assuntos mais comentados do dia no Twitter. Para encerrar o dia, o músico e professor, Eduardo Mortimer, realiza o show de encerramento da marcha em defesa da ciência, da saúde e da educação.

Acompanhe a programação da Marcha no YouTube. 

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Leia também notícia do portal da UFMG sobre o evento.

Veja os preparativos para Marcha Virtual pela Ciência.

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