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Inclusão social da loucura foi tema de roda de conversa na 5ª Semana de Saúde Mental da UFMG

Publicado em: 17-05-2017

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As reflexões sobre doença mental suscitam muitos questionamentos, como por exemplo: por que o doente mental é excluído da sociedade e do mercado de trabalho? como foram construídas as representações que se têm hoje de pessoas que sofrem com transtornos mentais? ou como isso ainda interfere na construção de sua cidadania? A estigmatização do 'louco' prevaleceu ao longo dos tempos e, como consequência reproduz ainda hoje a exclusão social desses indivíduos.

Essa foi a tônica da roda de conversa inclusão social da loucura, formada integralmente por usuários dos serviços de saúde mental da rede de BH. A mesa aconteceu na manhã de hoje, no auditório da Reitoria, integrando a programação da 5ª Semana de Saúde Mental e Inclusão Social da UFMG. Sob coordenação da  Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (Asussam) e do coletivo Loucura Livre foi aberto um diálogo sobre a loucura cidadã.

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Paulo Reis Braga, presidente da Asussam - Foto: Zirlene Lemos

A mesa teve como convidados Paulo Reis Braga, presidente da Asussam e trabalhador no Centro de Convivência da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Iraci Fernandes da Silva Jr., representante da Associação Suricato, Laura Fusaro, representante dos estudantes da UFMG que possuem sofrimento mental e membro do coletivo Loucura Livre, Weslley Felipe Costa Silva, Rogério Sena e Rosilene, membros da Asussam.

Paulo Reis Braga, reiterou a importância do compromisso com os direitos humanos e a inclusão social da loucura. "Precisamos desestigmatizar questões relacionadas ao sofrimento mental, pois lutamos por um contexto de tratamento em liberdade, onde as pessoas em sofrimento mental estão cada vez mais inseridas na sociedade".

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Iraci Fernandes da Associação Suricato - Foto: Zirlene Lemos

Iraci Fernandes apresentou a Associação a Suricato, que fica no bairro Floresta, região leste da capital, e detalhou sua atuação, desde 2004. "A Suricato surge num contexto de liberdade e respeito aos direitos dos cidadãos em sofrimento mental. É formada por pessoas acometidas pelo sofrimento psíquico e incentiva a inclusão social e a inserção no mercado através da culinária e da produção de artesanato, como mosaicos, marcenaria e costura. Tudo isso é feito por cerca de 40 pessoas, com idade entre 20 e 70 anos".

Fernandes acrescentou ainda que "a meta é atingir, até dezembro de 2017, a sustentabilidade, trabalhando nessa direção, nos organizando administrativamente e buscando novos mercados".

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Laura Fusaro (E) do coletivo Loucura Livre - Foto: Zirlene Lemos

Laura Fusaro, graduanda do curso de Psicologia UFMG reforçou a necessidade de não reproduzir na sociedade a imagem estereotipada das pessoas em sofrimento mental, mas incentivar a abertura ao diálogo, a partir de um novo lugar social que tem sido construído pela luta antimanicomial.

A programação da 5ª Semana de Saúde Mental e Inclusão Social da UFMG segue até sexta-feira, aberta ao público. Saiba mais em https://quintasemanaufmg.wordpress.com/programacao/.

Confira cobertura fotográfica da 5ª Semana de Saúde Mental e Inclusão Social  da UFMG

AV. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - prédio da Reitoria, 6° andar - Belo Horizonte - MG/CEP 31270-901