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Representantes da UFMG integram frentes de trabalho do Observatório da Violência Política de Minas Gerais

Uma estudante de pós-graduação da UFMG contratou um aplicativo de transporte cujo deslocamento seria de um bairro de Belo Horizonte para o campus Pampulha da UFMG, ao entrar no carro o motorista verificou o destino e lhe perguntou: “Você vai para a universidade comunista? Sem reação a passageira somente respondeu: vou para a UFMG. Durante todo o percurso a estudante foi constrangida pelo motorista com ofensas, calúnias e  intimidações verbais. Essa foi uma das denúncias compartilhadas em reunião do Observatório da Violência Política de Minas Gerais, ocorrida na tarde de hoje no prédio Tiradentes, da Assembleia Legislativa.  O objetivo do encontro foi articular as redes de proteção aos direitos humanos, com foco nos casos de violência no contexto político eleitoral,  estabelecer fluxos e criar três frentes de trabalho: comunicação e mobilização, acolhimento e proteção às vítimas e a frente institucional.

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Reunião do Observatório da Violência Política de Minas Gerais define frentes de trabalho - Foto: Zirlene Lemos

A reunião foi coordenada pela deputada estadual Marília Campos, e após relatos de vários casos ocorridos somente nesta semana, foi acordado que "a motivação da denúncia vai determinar a atuação do Observatório em cada caso oferecendo orientação jurídica, psicológica e de assistência às vítimas e acompanhamento dos casos, adotando, quando necessário medidas extrajudiciais e judiciais e encaminhando os relatos para órgãos competentes na apuração criminal da violência. Os relatos terão um fluxo de recebimento, de acordo com as frentes de trabalho criadas e vão servir para buscar meios e garantir os direitos e subsidiar  ações mais efetivas de prevenção e enfrentamento aos episódios de intolerância", esclareceu a deputada.

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A atuação do Observatório - que integra inúmeros equipamentos estaduais e municipais de vários poderes, além de representantes de grupos, coletivos e membros da sociedade civil - é garantir fluxos de atendimento das demandas contra a violência política e  seu efetivo acompanhamento, além da preocupação com o aumento da criminalização de movimentos sociais e ataques contra grupos e indivíduos mais vulneráveis, independentemente do resultado eleitoral no próximo domingo (28). A próxima reunião do Observatório da Violência Política de Minas Gerais será quarta-feira, 31 de outubro, às 14h, no 4º andar do Edifício Tiradentes da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Pró-reitoria de Extensão da UFMG foi representada pela servidora Luana Giarola Contiero e o Sindifes pelo Servidor Waldir de Paula Martins- Foto: Zirlene Lemos

A UFMG participa da iniciativa por meio da Pró-reitoria de Extensão, do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da UFMG (Nepem-UFMG); da Rede de Direitos Humanos da UFMG, do Centro de Estudos sobre Justiça de Transição e Clínica de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da UFMG, Sindifes, além de representantes de diversos núcleos. Também participaram da reunião mais de 60 pessoas, representantes de diversas entidades, partidos, e setores da sociedade civil, tais como o Ministério Público; a Rede de Mulheres Negras; a Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres; Quem Ama Não mata; Secretaria de Estado de Direitos Humanos; Centro de Referencia da Juventude, Frente Autônoma LGBT, Câmara Municipal de BH e representantes da Gabinetona; entre outros.

Na próxima semana, a Rede de Direitos Humanos da UFMG vai fazer plantão, das 12h às 17h na Ouvidoria para colher denúncias de violência política. Os canais de contato serão pelo telefone: (31) 3409-646 e por e-mail ouvidoria@ufmg.br. A Ouvidoria da UFMG fica no prédio da Biblioteca Central – 3º andar, sala 302 – Av. Antônio Carlos, 6627 – Campus Pampulha.

Redação: Zirlene Lemos

AV. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - prédio da Reitoria, 6° andar - Belo Horizonte - MG/CEP 31270-901