Brasil
< Início

UFMG abriga a exposição ‘Desastre-Crime na Bacia do Rio Doce'

UFMG abriga a exposição ‘Desastre-Crime na Bacia do Rio Doce: dois anos de violações, incertezas e resistências’, de 20 a 25 de novembro

Na próxima segunda-feira (20), terá início a exposição  Desastre-Crime na Bacia do Rio Doce: dois anos de violações, incertezas e resistências, na praça de Serviços do campus Pampulha. Segundo  Claudia Orduz Rojas, doutoranda em Geografia no Instituto de Geociências  ( IGC/) e  uma das responsáveis pelo evento, "essa exposição narra o sofrimento, as incertezas e as lutas das comunidades atingidas entre Minas Gerais e Espírito Santo ao reunir trabalhos de alunos e grupos de pesquisa da UFMG, além de fotografias  da equipe do Jornal A Sirene”.

Parte do acervo da exposição, que ficará aberta ao público na Praça de Serviços, no campus Pampulha da UFMG até  25 de novembro, é composto por cartazes produzidos e depoimentos coletados por alunos do curso de Geografia em trabalhos de campo nos municípios de Mariana e Barra Longa (MG), realizados nas disciplinas Geografia Humana do Brasil e Geografia e Recursos Hídricos e trazem fragmentos da realidade das localidades e a discussão sobre as barragens de rejeitos. 

2

Foto de Paracatu de Baixo, estará em exposição - Crédito: Ananda Martins

Ainda na segunda-feira, às 19h, no auditório do IGC-UFMG será exibido o documentário curta-metragem AtingidAs, sobre consequências do rompimento da Barragem do Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana. Com roteiro e direção das estudantes de Jornalismo Daniela Felix, Larissa Oliveira e Miriã Bonifácio, o  documentário discorre sobre as violências sofridas pelas mulheres atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, ao acompanhar as rotinas de Maria do Carmo, Marlene e Maria Aparecida dois anos depois da tragédia e revela medos, tensões e até agressão física sofridas por elas. As três estudantes integram a equipe do Jornal A Sirene, importante voz de resistência em Mariana e Barra Longa,  feito pelos e com os atingidos.

atingidas_0

No dia 21, às 17h, na sala 2096 da Faculdade de Filosofia e Ciências humanas (FAFICH) haverá o ‘Café socioambiental',  uma roda de conversa com uma integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) organizado por  alunos do curso de Ciências Sócio Ambientais da UFMG.

O projeto Mobiliza Rio Doce, vinculado ao Programa Participa UFMG, contribui com informações e mapas sobre o desastre, além de apoio técnico e financeiro. O projeto de extensão Cartografias do Rio Doce, vinculado ao grupo de pesquisa Indisciplinar (UFMG) colabora com linhas do tempo temáticas que permitem visualizar os arranjos institucionais entre as empresas e o Estado Brasileiro e analisar espacialmente as mobilizações ao longo da bacia. A programação é apoiada pelo Observatório Interinstitucional do Desastre Mariana-Rio Doce e pelo programa Participa UFMG, que reúne grupos com interface entre ensino, pesquisa e extensão, desde novembro de 2015, mês em que ocorreu o rompimento da Barragem de Fundão, com o objetivo de mobilizar a universidade e articular iniciativas de diversas áreas com atuação na região.

Confira aqui a programação

Data: 20 a 25 de novembro
Abertura: 20 de novembro de 2017
Auditório do IGC-UFMG, 19h
Exibição do documentário “Atingidas” (A Sirene)

21 de novembro de 2017
FAFICH sala 2096, 17h
Café socioambiental: 2 anos de lama, 2 anos de luta
Aberto ao público

Exposição: Desastre-Crime na Bacia do Rio Doce: dois anos de violações, incertezas e resistências
20 a 25 de novembro
Praça de Serviço do Campus Pampulha da UFMG

AV. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha - prédio da Reitoria, 6° andar - Belo Horizonte - MG/CEP 31270-901