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Projeto de extensão 'Educação e Alternativas de Produção na Terra Indígena Xakriabá'

O Estado de Minas Gerais abriga atualmente, cerca de doze etnias indígenas de acordo com a Associação Nacional de Ação Indigenista (Anai), com uma população de pouco mais de onze mil pessoas, distribuídas em 22 municípios, em Terras Indígenas (TIs) homologadas ou mesmo em áreas ainda em processo de demarcação territorial. Além das dificuldades e conflitos enfrentados nos processos de delimitação dessas terras, a condição de vulnerabilidade revelada na precariedade de muitos dos assentamentos desses grupos está entre os desafios que ainda precisam ser enfrentados.

A universidade pública brasileira tem se articulado, buscando proximidade com  outros saberes  e procurando ajudar na melhoria da qualidade de vida destes povos.  Exemplos disso estão em diversas ações,  como o programa de extensão Morar na Minas Indígena, da Escola de Arquitetura da UFMG que desenvolve projetos de extensão, em parcerias com grupos não governamentais, comunidades locais ou o próprio Estado, para pensar o espaço indígena e sua especificidade a partir de suas próprias narrativas. Um dos desdobramentos é o projeto de extensão Educação e Alternativas de Produção, coordenado pelo professor Roberto Monte-Mór, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, com sub-coordenação da professora Ana Gomes, da Faculdade de Educação. A ação busca dar continuidade às atividades que vêm sendo desenvolvidas desde 2005 na Terra Indígena Xakriabá (TIX), e que tem se mostrado como um importante ganho social, cultural e econômico para os Xakriabás.

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Indígenas de várias etnias participam de cerimônia na UFMG - Foto: Vitor Gomes

O objetivo é possibilitar a articulação de diferentes iniciativas locais das comunidades Xacriabá com os projetos e políticas públicas mais amplos e implementar ações para fortalecer sua base produtiva e inserção econômica e financeira.

De acordo com informações do Sistema de Informações da Extensão (Siex) a relação já existente entre as escolas e a produção dos Xakriabás é fator fundamental que facilita o trabalho na TIX e promove uma articulação favorável dos trabalhos. A integração desse projeto com outros realizados na Reserva – Formação de Professores Indígenas e Casa de Cultura Xakriabá – também foi decisiva para o bom andamento das articulações na TIX. A meta é continuar o estudo da economia Xakriabá, avançando em novas proposições articuladas com os projetos que já aconteciam.

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"Comendo da mesma panela" em Reserva Indígena Xacriabá - Foto: Edgar Corrêa Kanaykõ

Entre os objetivos específicos destacam-se à sensibilização e formação das comunidades quanto à sustentabilidade econômica, social e ambiental, e à auto-gestão, enfatizando a perspectiva do desenvolvimento humano coletivo e da economia solidária; além de apresentar alternativas e debates sobre temas específicos relacionados à recuperação de práticas culturais tradicionais relacionadas com possíveis alternativas de produção; a mediação das relações com agências institucionais de financiamento e sustentação das atividades produtivas através de encontros de trabalho, seminários e realização de oficinas de elaboração de projetos e discussões sobre a viabilidade de implantacão de uma moeda local (como eventual banco popular) com o objetivo de aumentar o acesso aos meios monetários e fortalecer a economia local.

Saiba mais sobre o projeto em https://sistemas.ufmg.br/siex/

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