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Parceria interinstitucional Mariana

Este Edital inédito (veja também documento de Retificação) foi lançado no dia 8 de outubro pela UFMG e as universidades federais de Ouro Preto (Ufop) e de Viçosa (UFV) e o Instituto Federal de Educação, Ciência, Tecnologia de Minas Gerais (IFMG-MG). Em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Vara da Justiça do Trabalho de Ouro Preto, a iniciativa vai  financiar projetos conjuntos de extensão em interface com a pesquisa para apoiar as comunidades afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em novembro de 2015.

As propostas deverão ser focadas no enfrentamento da covid-19 nessas localidades e na concretização de, ao menos, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU) – também conhecidos como Agenda 2030.

Os projetos devem ser submetidos, até 25 de novembro, por servidores docentes e técnico-administrativos em efetivo exercício nas instituições proponentes do edital, por meio deste formulário eletrônicoSerá permitida a submissão de apenas uma proposta. O edital prevê ainda que a equipe dedicada à atividade seja composta por membros da comunidade universitária de pelo menos duas das instituições.

Cada projeto poderá pleitear recursos de até R$ 100 mil. Eles serão destinados  ao custeio de diversas atividades, como material de consumo, manutenção de equipamentos, passagem diárias, bem como pagamento de bolsas de pesquisa e extensão de acordo com referências do CNPq. O prazo de execução é de 12 meses. A seleção e a classificação serão feitas por comitê avaliador interinstitucional. 

Ineditismo e inovação

A rede mobilizada em torno do edital conta com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Vara da Justiça do Trabalho de Ouro Preto. As iniciativas aprovadas serão financiadas com recursos provenientes de multa aplicada à mineradora Samarco S.A.

A pró-reitora de Extensão da UFMG, Claudia Mayorga, ressalta que o edital traz elementos importantes e inovações, como a viabilização de projetos conjuntos que articulam extensão e pesquisa e a incorporação da Agenda 2030 às políticas acadêmicas. “É muito importante que as universidades continuem colaborando com as populações e territórios atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, pois, mesmo quase cinco anos depois do desastre, há muito ainda por fazer. Também é de grande relevância incorporarmos a Agenda 2030 e fomentarmos a concretização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, destaca a pró-reitora.

Outro aspecto marcante, segundo Claudia Mayorga, diz respeito à atuação em rede, base da articulação materializada no edital. “O trabalho colaborativo entre universidades e institutos mineiros na proposição de um edital que articule equipes dessas instituições é inovador e necessário, notadamente neste momento desafiador”, conclui.

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