Programa Polo Jequitinhonha

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O Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha

História

 A UFMG recebia com frequência demandas de  vários municípios do interior de Minas Gerais, mas era perceptível que medidas isoladas não surtiam efeito transformador na estrutura socioeconômica das regiões com deficiências. Quando a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) publicou um edital para atendimento de demandas sociais, Marizinha Pimentel Nogueira, professor João Antônio de Paula, Lúcia Fantinel e representantes de diversas unidades acadêmicas se uniram e conseguiram aprovar sua proposta. É então que em 1996, vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Extensão (Proex), nasce o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha com o objetivo de articular as iniciativas desenvolvimento regional da UFMG na região do Vale do Jequitinhonha. A idéia inicial era partir de Diamantina onde a UFMG mantinha o Centro de Geologia Eschwege/Instituto Casa Glória, idéia que foi logo abortada pois o município não possuía forte ligação e identidade com o Vale. O programa começou então a laborar associações micro-regionais que aderiram aos projetos na região do Médio Jequitinhonha  onde a  adesão foi maior e mais efetiva.

Conceito, Missão e Valores

Há 18 anos, o programa de extensão atua através de várias frentes interdisciplinares na tentativa de reduzir a pobreza, promover o desenvolvimento socioeconômico e o reconhecimento da cultura local. O Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha reafirma os compromissos de exercício da cidadania e desenvolvimento econômico social e cultural da Universidade. O Programa Polo Jequitinhonha enfrentou esse desafio mobilizando seus professores, estudantes e colaboradores de forma inovadora já que a população para a qual o projeto se destina interfere efetivamente nos rumos dos processos, redefinindo-os, participando e criticando como um sujeito ativo na sua própria mudança social. Os projetos do programa visam  a mudanças que se sustentem perpassando por reflexões críticas, desenvolvimento de propostas comunitárias e de políticas públicas. Os projetos que compõem o programa estão alocados em sete eixos de atuação: desenvolvimento regional e geração de ocupação de renda, educação, meio-ambiente, saúde e cultura, comunicação e direitos humanos. O programa foi um dos senão o pioneiro em resultados tão efetivos e positivos na articulação de pesquisa, ensino e extensão, além de extrapolar a fronteira da capital Belo Horizonte levando Universidade para além de seu eixo central de funcionamento.

Como os projetos do programa são desenvolvidos?

 O Programa pauta-se primeiramente em conceber uma articulação local onde os próprios cidadãos do Vale  possam construir sua própria mudança social. Ao ser desenvolvido, o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha preocupou-se em não alocar a população como receptora passiva, mas sim como sujeitos ativos que apropriam-se dos processos e suas significações e edificam os projetos em conjunto com o Programa, proporcionando uma troca de ensinamentos e práticas metodológicas e culturais que são efetivamente interdisciplinares e principalmente transdisciplinares, cujo modo de pensar organizador atravessa as disciplinas atribuindo caráter de unidade a todo o processo.Considerando que não existe desenvolvimento econômico sem  reformas estruturais que consigam distribuir renda, riquezas, poder e informação é que o Polo se empenha para construir coletivamente o desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha. Além disso, os projetos são conduzidos à vinculação entre extensão, pesquisa e ensino tanto da graduação quanto da pós-graduação. Ademais, são buscadas parcerias com as várias instituições de Ensino Superior, Secretarias de Estado, programas governamentais e associações. Outra diretriz é a qualificação de recursos humanos dos atores sociais participantes como estratégia de capacitação da própria sociedade local contribuindo dessa forma, com a legitimação dos sujeitos na definição dos rumos de  seu  próprio desenvolvimento.

AV Antônio Carlos, 6627. UFMG Campus Pampulha, Prédio da Reitoria, 6° andar - Belo Horizonte - MG
  • Miriam Pontello
  • Artur Carvalho
  • Januário Carvalho
  • Jonathan Balmant
  • Bruna Lubambo